Qualquer semelhança com o actual, é pura coincidência!

O Coronel Mário Pinto Simões foi um dos Presidentes da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Homem de princípios rígidos, militar por vocação, não mudou o seu estilo de vida pelo facto de ter subido ao mais alto cargo do Concelho.

Homem de trato fácil, apesar da sua aparente rudeza, transmitia uma simplicidade de costumes que até comovia.

Lembro-me dele com um enorme respeito, maior respeito ainda, nos dias de hoje, pelas atitudes públicas que tomava.

Possuía um usadíssimo Renault 5 quando entrou em funções. Com ele terminou o seu mandato.

Mas o que mais me impressionava, naquela altura e, ainda hoje me impressiona, foi a sua atitude enquanto no exercício de Presidente de Câmara.

Ele conduzia o seu próprio carro nas deslocações diárias; ao almoço deslocava-se a casa nas mesmas condições, o mesmo se passando à saída. Foi assim durante todo o mandato presidencial.

Só admitia motorista e carro da autarquia quando, efectivamente, saía em serviço oficial.

Um dia intrigada com o seu comportamento, interroguei-o sobre o assunto e ele muito simplesmente me disse:

– “Que moral posso ter em mandar um motorista a casa buscar-me para vir para o meu “trabalho” quando os demais funcionários, que ganham muito menos que eu, vêm pelos seus próprios meios?

Apesar de já contar com a resposta, porque assim imaginei ser, surpreendeu-me o ar calmo e tolerante dele.

Quando já no final do cumprimento do seu mandato, foi surpreendido com algumas falsas declarações que dele fizeram para o prejudicar, apesar de ter oportunidade para contratar um gabinete jurídico de renome, foi comigo que falou para preparar a sua defesa.

Sentado num dos sofás da sala da minha anterior casa, expôs-me com toda a honestidade, os acontecimentos que tinham gerado a tal confusão.

Não dormi nessa noite na preparação do documento que no dia seguinte lhe entreguei e que bastou para se defender e sair de cabeça bem levantada no final do seu mandato.

Políticos como este, creio, já não existem.

Hoje em dia, a despesa pública é cada vez mais aumentada com superficialidades e luxos a que os políticos se dão ares… e depois exigem que seja o mais pequeno a entregar os seus magros recursos, para os sustentar.

Se cada um se privasse do carro ou dos carros e respectivos motoristas com que se “passeiam” bem como, as suas famílias tantas vezes, e só mesmo em actos oficiais os utilizassem, isso sim, seria uma pequena amostra do respeito que tinham por aqueles que os elegeram e que neste momento, muitos, atravessam situações dramáticas.

Isto não falando de outras benesses luxuosas que se permitem ter.

E o Povo continua a pagar os seus “vícios”.

Respigado aqui.

Depois das férias, voltar à carga!

Passado o mês de Julho e o mês de férias de Agosto, voltamos falar no assunto da árvore cortada na Rua Augusto Gomes, e que deixou o aspecto desolador como se vê na imagem. Foi feita uma petição à Câmara Municipal de Gaia de que ainda não houve resposta, alegadamente devido ao período de férias. Vamos a aguardar, mas não esquecer.

Petição à Câmara Municipal de Gaia

Decorre uma petição (abaixo-assinado) dirigida à Câmara Municipal de Gaia no sentido de se substituir a árvore mirtácea secular, discricionariamente abatida (e obedecendo a interesses obscuros e inconfessáveis) por uma árvore ornamental em condições, como por exemplo, um jacarandá-mimoso.

As pessoas interessadas em assinar a petição devem dirigir-se ao “Pão no Forno”, sito na Rua Augusto Gomes, mesmo em frente do local onde vivia a árvore mirtácea. Não deixe de assinar!

Reunião da Assembleia Municipal de Gaia abordou o abate da árvore mirtácea

Na reunião da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, que se realizou ontem, dia 13 de Julho de 2011, a vereadora do ambiente da Câmara Municipal de Gaia informou que o espaço livre deixado pelo abate da mirtácea na Rua Augusto Gomes (ver postais, aqui e aqui) será arranjado com a plantação de uma “árvore adaptada a zona urbana”. Implicitamente, a referida vereadora quis dizer que a mirtácea abatida não era uma “árvore adaptada a zona urbana” — o que é uma falácia ou uma desculpa de mau pagador de quem tem a consciência pesada pelo abate da dita árvore.

A prova de que a vereadora não tem razão em relação ao abate da mirtácea, é o facto de o jacarandá-mimoso, que existe em grande quantidade, por exemplo, no parque Eduardo VII em Lisboa, ser uma “árvore adaptada a zona urbana” que pode atingir 15 meros de altura (ver artigo na Wikipédia).

Dois jacarandás-mimoso, para substituição da mirtácea abatida

Depois do abate arbitrário — e por decisão discricionária e anti-democrática — da mirtácea na Rua Augusto Gomes, não nos serve uma “arvorezinha” qualquer. O espaço vazio ali deixado pode acolher pelo menos dois jacarandás-mimoso: são árvores de crescimento rápido e de uma beleza rara, que iriam beneficiar muito aquele espaço, e contribuiriam para que a população daquela zona se sentisse compensada pelo abate da mirtácea. Acima de tudo, para algumas pessoas que não gostam das folhas outonais das árvores na via pública, a mensagem seria clara: mudem-se para a Lua, onde não há árvores!

A Rua Hermengarda Seabra pode levar 6 jacarandás-mimoso

A Rua Hermengarda Seabra, que é a continuação da Rua Augusto Gomes, poderia também levar alguns jacarandás-mimoso; pelo menos uma meia-dúzia destas árvores (não estamos a pedir muito!), ao longo de toda a rua. o efeito seria magnifico, e a cidade de Gaia só sairia beneficiada com a plantação estas árvores.